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Fidelidade e submissão

Ambos, marido e mulher, têm de estar com suas vidas nas mãos de Deus

“...Não me instes para que te deixe, e me obrigue a não seguir-te; porque aonde quer que fores, irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. Onde quer que morreres, morrerei eu, e aí serei sepultada; faça-me o Senhor o que bem lhe aprouver, se outra cousa que não seja a morte me separar de ti” (Rute 1.16-17)

Isso é fidelidade. É o que Deus deseja que tenhamos dentro dos nossos corações, fazendo parte do nosso caráter. Meu amigo leitor, como é que se pode descobrir a pessoa fiel? Quando vemos sua fidelidade a Deus. A mulher é o símbolo da Igreja. O marido representa o Senhor Jesus e ambos formam um só corpo. Você mulher, que é dona-de-casa, entenderá bem essa comparação: num purê, cozinham-se primeiro as batatas. Assim é o namoro. Depois que o casal conhece bem o caráter um do outro, quando um passa o seu perfume para o outro, através do amor, da consideração, então partem para o casamento. É justamente como se amassássemos aquelas batatas, transformando-as num purê. É claro que se amassarmos sem acrescentar mais alguma coisa, o purê ficará sem gosto.

É por isso que o leite é importante e, na nossa comparação, o leite é o Espírito Santo, o qual faz a união. No purê, as batatas se ligam de tal forma que ficam irreconhecíveis. Assim é no casamento. Os dois se tornam um só corpo.

A Bíblia diz: “As mulheres sejam submissas a seus próprios maridos, como ao Senhor; porque o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, sendo este mesmo salvador do corpo. Como, porém, a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo submissas a seus maridos” (Efésios 5.22).

Ora, a submissão da qual nos fala a Palavra de Deus não é aquela tipo “capacho”. Não signi-
fica que o marido possa chegar lhe impondo tudo que deseja, todos os seus caprichos. Absoluta-mente não.

O marido não pode e não deve considerar sua esposa tal qual escrava; pelo contrário, ela é
aquela doçura de pessoa, a qual faz parte do seu eu. Tudo que acontecer com ela, acontece com ele, porque são um só corpo. Ela é submissa no amor. O coração dela está sob o coração dele; ela é de Deus, tanto quanto ele.

Ambos, marido e mulher, têm de estar com suas vidas nas mãos de Deus. Ele aparece no
púlpito, pregando, orando pelo povo. Ela está por detrás dele, dando-lhe apoio, força, estimu-
lando sua fé, orando e jejuando por ele, o qual, por sua vez, tem a obrigação de amá-la, porque estará amando a si próprio.

Efésios 5.28-29 diz: “Assim também os maridos devem amar as suas mulheres como a seus
próprios corpos. Quem ama a sua esposa, a si mesmo se ama. Porque ninguém jamais odiou a sua própria carne, antes se alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja”.
É bem verdade que o homem normalmente gosta de amar muitas mulheres. Esse, entretanto,
não é o homem de Deus, o qual é fiel à sua esposa, porque vê nela a Igreja, assim como ele
representa Jesus.


Deus abençoe a todos abundantemente. 
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A gripe suína ESPIRITUAL 
...contagiosa, afeta cada vez mais as pessoas, destrói famílias, amizades, relacionamentos, esperanças, sonhos, fé, amor, respeito.
“Com anda a vida...?” Se você responder sinceramente, pode dizer: “Mais ou menos...”, com voz e coração fracos. Mas fracos de quê?

Como não professo qualquer 
religião que cultue ou repudie animais, seja para o convívio, seja para alimentação, aparentemente não haveria como dar forma ao título acima.

Curiosamente, porém, é possível estabelecer um elo entre esta epidemia assustadora e a nossa realidade interior – motivo de maior preocupação ainda.

A gripe que está atacando muitos países possui sintomas, debilita as pessoas e causa - em várias ocasiões - a morte, pois deriva de um vírus contagioso provavelmente advindo de mutações diante das quais nossas defesas naturais não são eficientes, nem suficientes.

Seus efeitos estão sendo analisados, bem como as causas e, estou certo, os cuidados médicos e as pesquisas farmacêuticas farão dela uma simples lembrança, dentro de pouco tempo.

Infelizmente existe uma outra enfermidade - bem mais antiga, que parece estar se tornando mais sutil e letal com o passar dos séculos. Refiro-me à doença da alma, uma febre que pode resultar até em morte eterna.

Se você acha que tal consideração é um exagero, uma abstração, mera fantasia religiosa, atente para a forma na qual Deus dá início ao livro do profeta Isaías:
Por que seríeis ainda castigados, se mais vos rebelaríeis? Toda a cabeça está enferma, e todo o coração fraco.
Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã, senão feridas, contusões e chagas podres, não espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo.(Isa 1:5-6).

O vírus que causa essa doença se chama pecado, e seus sintomas são o ódio, a amargura, a violência, desonestidade, falta de perdão, insensibilidade para com milhares que padecem necessidade enquanto outros esbanjam e vivem como reis.

Ela é contagiosa, afeta cada vez mais as pessoas, destrói famílias, 
amizades, relacionamentos, esperanças, sonhos, fé, amor, respeito.

Para nossa felicidade, o Senhor, logo após identificar o mal, oferece a receita de CURA, que, em resumo, surge da sua mão e está à disposição de todos que desejarem respeitar sua orientação, quando diz:
Praticai o que é reto, ajudai o oprimido. Fazei justiça ao órfão, tratai da causa das viúvas.
Vinde então, e argüi-me, diz o Senhor: Ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve (Isa 1:17-18).

Texto de autoria de Pastor Elcio Lourenço. Pastor desde 1968.
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Por que AMAR é tão difícil e tão importante?



...Se quer receber GRANDES bençãos, reavalie seu viver, retire aquilo que impede sua "ligação" com o Eterno...
O assunto merece atenção, e quase ninguém atenta para o fato...

Olha, 
Deus deseja oferecer a você MUITO MAIS do que sua mente pode imaginar.

Apesar disso, é possível que ainda não tenha recebido retorno das preces que tem elevado ao Senhor, permanecendo carente em várias áreas da vida.

Afinal, há algo errado?

Acontece que há coisas que estabelecem barreiras entre as RESPOSTAS DIVINAS e VOCÊ, tais como: dúvidas, ansiedade, ódios, pecados ou 
falta de amor.
A importância da BOA CONVIVÊNCIA com as pessoas é tão signficativa que o
apóstolo Paulo enfatiza que as "as divergências no lar impedem as orações."
Se quer receber GRANDES bençãos, reavalie seu viver, retire aquilo que impede sua "ligação" com o Eterno e deixe fluir tudo que existe na "fonte das boas dádivas". Deixe o Senhor Deus lhe dá o melhor.

Hoje leia: 
I Jo 1:8; Rm 6:23; I Ts 5:22; Heb 12:1; I Pe 3:7
Trecho extraído do livro "Uma janela para o Eterno", de autoria do Pastor Elcio Lourenço. Pastor desde 1968.




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A Colisão de Deus com o Pecado


"Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados", 1 Ped.2.24.
A cruz de Jesus é a manifestação do juízo de Deus sobre o pecado. Não podemos tolerar jamais a ideia de martírio associada à cruz de Jesus Cristo. A cruz foi um sublime triunfo, que fez os fundamentos do inferno serem abalados. Não há nada mais certo, no tempo ou na eternidade, do que o que Jesus Cristo fez na Sua cruz: dum momento para outro ele recolocou toda a raça humana às portas dum relacionamento concreto com Deus. Ele fez da redenção a base da vida humana — abriu o caminho para que todo filho de homem pudesse entrar facilmente numa comunhão sadia com Deus.
A cruz não foi um acaso para Jesus: ele veio propositadamente para passar por ela. Ele é o "Cordeiro que foi morto, desde a fundação do mundo", Apoc.13:8.Todo o sentido da encarnação está pregado na cruz. Cuidemos para não separar o Deus da carne do Filho, o qual “se manifestou em carne e se fez pecado por nós,1 Tim.3:16; 2 Cor.5:21. A encarnação tinha como finalidade a redenção. Deus fez-se homem e carne com o propósito de eliminar o pecado de vez; não com o propósito de se auto-realizar. A cruz é o centro do tempo e da eternidade, a resposta para os enigmas de ambos.
A cruz não é a cruz dum homem, mas a cruz de Deus e a cruz de Deus nunca poderá ser entendida por uma simples experiência humana. A cruz é Deus a demonstrar a Sua natureza, o portal através do qual qualquer indivíduo da raça humana pode entrar para uma união de fato com Deus. Podemos chegar à cruz, mas não poderemos transpô-la; nela vivemos a vida para a qual a cruz é também o acesso.
O ponto crucial da salvação é a cruz de Jesus e a razão por que é tão fácil obter a salvação explica-se no alto preço que esta custou a Deus. A cruz é o ponto onde Deus e o pecador colidem e o caminho para a vida se abre – mas a colisão dá-se no coração do homem e o  impacto absorvido pelo coração de Deus.
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Os cristãos estão vivendo tempos difíceis. Descontentamento, decepção, desconforto, desencorajamento, desespero, depressão, divórcio, discórdia, desdém, desgosto, dissensão e desobediência são bastante comuns entre os que foram chamados para dar testemunho da glória de Deus e para refletir a imagem de Cristo. Muitos cristãos têm buscado conselheiros profissionais e psicólogos para ajudá-los a resolver os problemas da vida, mas esses problemas parecem estar aumentando.
Os "consumidores" cristãos carregados de problemas também podem escolher entre uma grande quantidade de produtos: livros, conferências e grupos de auto-ajuda – mas os problemas continuam se multiplicando. Quanto mais se trata dos problemas, mais as pessoas se tornam centradas neles. Até aqueles que tentam resolver os problemas da vida com princípios bíblicos, muitas vezes acabam se envolvendo tanto nesses problemas que não alcançam a raiz da dificuldade real. O tratamento dos problemas freqüentemente alcança somente os sintomas superficiais, apenas substituindo-os por outros sintomas. Alguns cristãos vivem de crise em crise. Outros carregam um peso que parece ficar mais e mais pesado com o passar dos anos.
Nunca houve tantos livros disponíveis para os cristãos na sua busca da família perfeita, do casamento perfeito e da vida perfeita. Não obstante, muitos cristãos falham em refletir a imagem de Cristo em sua família, no casamento e na vida. Será que as dificuldades que os cristãos enfrentam estão relacionadas com o fato deles estarem vivendo naqueles tempos difíceis sobre os quais Paulo alertou a Timóteo? "Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirãotempos difíceis, pois os homens serão egoístas..." (2 Tm 3.1-2). A Edição Revista e Corrigida diz:"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos..."
As pessoas estão perecendo por causa do amor – do amor a si próprias. Elas foram ensinadas pelos especialistas modernos em psicologia que deveriam amar a si mesmas. Elas ouviram que, a menos que se amassem, elas não poderiam amar aos outros. Pregadores e outras pessoas bem-intencionadas fizeram ecoar as palavras: "você precisa se amar". Conselheiros e televangelistas insistiram: "Ame-se! Goste de si mesmo! Honre-se! Você merece!" Cada vez mais essas tentações de auto-comiseração ou exaltação do ego são sutil e facilmente aceitas pelas pessoas, pois o coração é enganoso (Jr. 17.9).
Mas, observe o que procede de pessoas que são "amantes de si mesmas". Esses homens "egoístas" são:"avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus" (2 Tm 3.2-4).
Uma rápida observação das palavras que seguem "amantes de si mesmas" revela um estado de vida bastante pecaminoso, assim como atitudes e atos pecaminosos. Tal amor a si próprio é tão poderoso que os "amantes de si mesmos" são "mais amigos dos prazeres que amigos de Deus". E isso está em profunda contradição com o Grande Mandamento: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mt 22.36-39).
Enquanto que os propagadores do amor a si próprio tentam ler um terceiro mandamento (ame-se a si mesmo) nessa passagem das Escrituras, Jesus deixou claro que estava falando de apenas dois mandamentos, pois disse:"Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas" (Mt 22.40). Não há nas Escrituras um mandamento para amar a si mesmo.
Os homens são infelizes e sofrem com os problemas da vida porque se tornaram "amantes de si mesmos" e "mais amigos dos prazeres que amigos de Deus". A inclinação pecaminosa do ser humano é amar a si mesmo mais do que a Deus e às outras pessoas. O egoísmo se agarra à natureza humana e produz inveja, luxúria, orgulho, arrogância, desrespeito por Deus, desobediência aos pais, falta de gratidão, engano, provocando tanto a paixão pelos seus próprios caminhos quanto a contenda por causa deles. Ele leva também a falsas acusações, que são exageradas, já que as pessoas têm sido encorajadas a culpar seus pais, as circunstâncias, e a qualquer outra coisa, menos a si mesmas, pela sua condição de vida.
Será que as pessoas estão tentando desenvolver-se, melhorando a si mesmas e às circunstâncias em que vivem, sem tocar na raiz do problema? Será que o amor a si próprio está escondido sob os mais benevolentes gestos e por trás das orações mais fervorosas? Que tipo de crescimento pessoal as pessoas estão procurando? O crescimento pessoal que vai aumentar sua auto-estima, ou o crescimento pessoal que envolve negar a si mesmo e tomar a sua cruz? O crescimento pessoal que vai confirmar o valor de seus próprios egos, ou o que as tornará semelhantes à imagem de Cristo?
Ambas as formas de crescimento, tanto a que se inclina para o amor a si mesmo quanto a que se inclina para amar a Deus, têm um custo elevado. Amar a si mesmo mais do que amar a Deus leva a uma perda espiritual, mas amar a Deus com todo o seu ser leva a negar o "eu" e faz com que o efeito mortal da cruz se faça sentir contra o velho homem (aquele "eu" ao qual muitos de nós ainda estão agarrados e amam), que deve ser considerado morto (Rm 6).
Jesus disse: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou a causar dano a si mesmo?" (Lc 9.23-25).
O mesmo Deus que salva e santifica também ordenou que as boas obras sejam uma conseqüência natural da Sua obra: "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas" (Ef 2.8-10). Essas boas obras incluem amar a Deus de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e a obediência a Ele, pois o amor a Deus é expresso obedecendo-Lhe e amando-se uns aos outros. Uma pessoa não é salva nem se santifica pelas boas obras. Entretanto, as boas obras são conseqüência do que Deus já fez e continua a fazer. Por isso, Paulo diz: "Assim, pois, amados meus, como sempre obedecestes, não só na minha presença, porém, muito mais agora, na minha ausência, desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade" (Fp 2.12-13).
Além disso, todas essas coisas devem ser feitas sem murmurações nem contendas (Fp 2.14), ou seja, sem reclamar ou discutir com Deus sobre as circunstâncias da vida e como proceder na presença dEle.
Por toda a caminhada cristã há o despojar-se dos velhos caminhos (do velho homem com suas paixões enganosas) e o revestir-se do novo homem, "criado segundo Deus, em justiça e retidão procedentes da verdade" (Ef 4.24).
Essa é a caminhada diária do cristão. Despojar-se do velho homem é o equivalente a negar a si mesmo, e revestir-se do novo homem envolve tomar sua cruz e seguir a Cristo.
Se bem que muitos cristãos podem concordar em princípio, quantos estão fazendo isso diariamente, momento após momento? Quantos de nós estão confiando no Senhor o suficiente para tomarmos a nossa cruz, reconhecendo-O em todos os nossos caminhos e deixando-O afastar-nos do amor-próprio para amá-lO de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e de toda a força, amando-nos uns aos outros tanto quanto nósjá nos amamos a nós mesmos? Cada dia é cheio de oportunidades para amar a Deus ou para amar o "eu" em primeiro lugar. Qual vamos escolher? (Martin e Deidre Bobgan, PsychoHeresy Awareness Letter 3-4/2000 – traduzido por Jarbas Aragão -
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Justiça, Misericórdia e Graça




Justiça, Misericórdia e Graça






Marcos E. Fink -Quando flagradas em falta, a atitude mais comum das pessoas é se esquivar da justiça, tentando encobertar seu erro (dizendo “O que há de errado nisso?”) ou mentindo (dizendo “Não fui eu!” ou “Não fiz nada!”).
É interessante notar que, quando a questão é contra outras pessoas, temos a tendência de exigir justiça. Mas quando é contra nós, então imploramos por misericórdia ou graça.
Quando exigimos justiça, na verdade, estamos julgando e impondo a sentença. Somente quando olhamos para nós mesmos, e nos colocamos no lugar de quem foi achado em falta, passamos a entender melhor a misericórdia e a graça e a estendê-las também aos outros.
“Portanto, você que julga os outros é indesculpável, pois está condenando a si mesmo naquilo em que julga, visto que você, que julga, pratica as mesmas coisas” Rm 2:1.
Deus é justo, misericordioso e gracioso. Peça a Ele sabedoria para discernir quando (ou em que situação) agir com justiça, misericórdia ou graça.
Para refletir e debater
1) Reflita sobre como Deus exerce a justiça, a misericórdia e a graça para conosco.
2) Pense em como nós devemos exercer a justiça, a misericórdia e a graça para com os outros.
3) Diante de uma questão, reflita sobre as implicações no caso de agir com justiça, misericórdia ou graça.
4) Medite sobre assuntos relacionados, como vingança, exortação, disciplina, castigo, culpa, arrependimento e perdão.
5) Reflita sobre pecado, morte eterna, a obra de Jesus na cruz, remissão, salvação e vida eterna.
6) Estudos de caso: Caim (Gn 4:3-16); Davi (2Sm 11 e 12); A Mulher Adúltera (Jo 8:1-11); Os malfeitores na cruz (Lc 23:39-43); Eu e você perante Deus (Rm 3:9-10,23-24; Rm 5:1-11; Rm 6:20-23; Jo 3:16-18; Ef 2:1-11).


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Sabedoria Financeira I



Sabedoria Financeira
Pesquisando no Dicionário Michaelis, encontrei os seguintes significados para a palavra "Sabedoria": (1) Qualidade de sabedor; erudição. (2) Grande soma de conhecimentos. (3) Conhecimentos filosóficos e científicos. (4) Totalidade dos conhecimentos adquiridos. (5) Aplicação inteligente dos conhecimentos. (6) Caráter do que é dito ou pensado sabiamente. (7) Conduta orientada de acordo com o conhecimento daquilo que é verdadeiro e justo. (8) Grande circunspeção e prudência; juízo, bom senso, razão, retidão. (9) Discernimento adquirido pelas experiências de uma longa vida. (10) Conhecimento inspirado das coisas divinas e humanas.

Para Salomão, o rei mais rico e sábio de Israel, nenhum bem material pode se comparar à sabedoria, como ele próprio afirma:


"O homem que encontra a sabedoria e descobre a verdade é um homem feliz! A sabedoria produz muito mais benefícios do que o ouro ou a prata mais finos. Ela vale mais do que pedras preciosas; não existe nada neste mundo que valha tanto quanto ela. Veja o que ela oferece ao homem! Uma vida longa e tranqüila, riquezas e honras" (Provérbios 3.13-16).

Inteligência e Sabedoria Financeira
Para mim, ter inteligência financeira é muito importante; ter sabedoria financeira reveste-se de importância ainda maior.
Trocando em miúdos, eu poderia fazer a seguinte comparação: Ter a capacidade de ganhar muito dinheiro em pouco tempo pode ser um sinal de sua inteligência financeira. Aplicá-lo de maneira que venha beneficiar você, sua família, como também outras pessoas necessitadas, pode ser sinal de sua sabedoria financeira.
Quando alguém faz uso incorreto do dinheiro, seja para consegui-lo (através de roubo ou corrupção, por exemplo) ou aplicá-lo, mesmo que o faça com inteligência, não estará sendo sábio. A sabedoria reclama valores espirituais e por isso é mais elevada.

Dinheiro e Espiritualidade
O tema espiritualidade vem ganhando cada vez mais força dentro do ambiente corporativo. A edição da Revista Você S/A que chega nas bancas esta semana (Abril/2005) aborda o tema.
Isto não é de admirar. Salomão, autor dos livros de Provérbios e Eclesiastes já conhecia profundamente esta relação para todas as áreas da vida. Seu pai, Davi, que também foi rei em Israel tinha um profundo relacionamento com Deus, e por conta disto, ainda quando era jovem pôde vencer o gigante Golias num confronto direto. Davi reconheceu que foi a própria ação de Deus que lhe assegurou a vitória neste embate que envolvia forças aparentemente díspares.
Salomão conhecia o poder do relacionamento com Deus e por isso pediu a Ele sabedoria para liderar o povo de Israel ao que Deus respondeu: "Já que o seu maior desejo é ajudar o seu povo, e você não pediu tesouros, riqueza pessoal, nem honras, nem me pediu a destruição dos seu inimigos, mas pediu sabedoria e conhecimento para dirigir bem o meu povo sobre quem coloquei você como rei – sim, eu vou dar a sabedoria e o conhecimento que você pediu! E também vou dar tantas propriedades, riqueza e honras como nenhum outro rei antes de você já teve! E também não vai haver outro rei tão importante assim depois de você!" (2 Crônicas 1.11-12).
Por isso, sabedoria financeira é algo que extrapola o aspecto meramente material e nos encaminha para a fonte maior da sabedoria: Deus.

Sabedoria para os Tempos Modernos
A Sabedoria Financeira está enraizada em princípios eternos, que chamo de supra culturais, pois extrapolam os aspectos histórico e cultural de quando foram escritos e podem ser aplicados eficazmente em qualquer época.
Por isso, quando Salomão, há cerca de três mil anos atrás, em seus escritos de Provérbios e Eclesiastes, apresenta princípios de sabedoria financeira, você pode ter a convicção de aplicá-los em nossa sociedade moderna, com a certeza de que tais princípios levarão você a ter uma vida financeira cada vez mais bem-sucedida.
"O homem sábio que ouvir com atenção estas palavras se tornará ainda mais sábio; o homem experiente será capaz de entender e resolver problemas complicados. Mas como é que um homem se torna sábio? Em primeiro lugar, respeitando e obedecendo ao Senhor. Somente os tolos se recusam a serem ensinados e desprezam a sabedoria" (Provérbios 1.5-7).




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Conhecimento, Dinheiro e Poder



Conhecimento, Dinheiro e Poder
"Use o conhecimento para ajudar pessoas, nunca para explorá-las; use o dinheiro para suprir necessidades das pessoas, nunca para comprá-las; use o poder para servir às pessoas, nunca para dominá-las".

Poderíamos escrever também desta maneira:
"Use o conhecimento, o dinheiro e o poder para ajudar, suprir necessidades e servir às pessoas, nunca para explorá-las, comprá-las ou dominá-las".
Procure versículos bíblicos que dão base¹ para essas frases.
Tente encontrar versículos que refutam essas frases (creio que você não vai encontrar).

Agora escreva o que mais, além de conhecimento, dinheiro e poder você poderia usar para beneficiar pessoas. Incremente a lista de atitudes relacionadas a ajudar, suprir necessidades e servir. E aliste também outras palavras relacionadas a explorar, comprar e dominar.
Pois bem, confronte isso com o que você vê acontecendo na nossa sociedade, com a maneira como as pessoas se comportam, com as práticas de vendas e de (tele)marketing das lojas, com as filosofias de crédito e de tarifas das instituições financeiras e com as possíveis motivações das políticas econômica, tributária e administrativa do governo. E por que não comparar também com a pregação das igrejas?
Qual é a sua conclusão?
A minha é: devo me esforçar para viver ajudando, suprindo necessidades e servindo às pessoas. Isso tem sido um desafio para mim. Que desafio! Não é fácil! Mas continuo na luta.
Aceite você também este desafio e faça diferença. E experimente a diferença.

"Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos" Mc 10:45.
(1) Jr 9:23-24; Fp 2:4, At 20:35, 1Tm 6:17-18, Rm 12:9-21, 1Pe 5:1-4; Pv 22:16,22-23; 2Tm 3:1-9; Tg 4:1-4; Tg 4:13-17; Tg 5:1-6 e outros.
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O Milagre do Azeite

2Reis 4:1-7





O Milagre do Azeite                2 Reis 4:1,7

1 Certo dia, a mulher de um dos discípulos dos profetas foi falar a Eliseu: "Teu servo, meu marido, morreu, e tu sabes que ele temia o SENHOR. Mas agora veio um credor que está querendo levar meus dois filhos como escravos".
2 Eliseu perguntou-lhe: "Como posso ajudá-la? Diga-me, o que você tem em casa?" E ela respondeu: "Tua serva não tem nada além de uma vasilha de azeite".
3 Então disse Eliseu: "Vá pedir emprestadas vasilhas a todos os vizinhos. Mas peça muitas. 4Depois entre em casa com seus filhos e feche a porta. Derrame daquele azeite em cada vasilha e vá separando as que você for enchendo".
5 Depois disso ela foi embora, fechou-se em casa com seus filhos e começou a encher as vasilhas que eles lhe traziam. 6 Quando todas as vasilhas estavam cheias, ela disse a um dos filhos: "Traga-me mais uma".Mas ele respondeu: "Já acabaram". Então o azeite parou de correr.
7 Ela foi e contou tudo ao homem de Deus, que lhe disse: "Vá, venda o azeite e pague suas dívidas. E você e seus filhos ainda poderão viver do que sobrar".

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A Trilha Para o Trono




De acordo com Paulo, nós que cremos em Jesus fomos levantados da morte espiritual e assentados com Ele no reino espiritual. "Estando nós mortos em nossos delitos, (Deus) nos deu vida juntamente com Cristo...e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus" (Efésios 2:5-6).
Então, onde é esse lugar celestial onde estamos assentados com Jesus? É nenhum outro senão a própria sala do trono de Deus - o trono da graça, a habitação do Todo-Poderoso. Dois versículos adiante, lemos como fomos levados a esse lugar maravilhoso: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (2:28).
Essa sala do trono é a moradia de todo poder e domínio. É de onde Deus governa sobre todos os principados e potestades, e reina nas coisas dos homens. Aqui da sala do trono, Ele monitora cada movimento de Satanás e examina todo pensamento do homem.
E Cristo está assentado à destra do Pai. As escrituras nos dizem: “Todas as cousas foram feitas por intermédio dele” (João 1:13), e, “nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade” (Colossenses 2:9). Em Jesus reside toda a sabedoria e paz, todo poder e toda energia, tudo que é necessário para viver uma vida vitoriosa e frutífera. E nos é concedido acesso à todas essas riquezas que estão em Cristo.
Paulo está nos dizendo, “Tão certo quanto Cristo foi levantado dentre os mortos, nós fomos levantados com Ele pelo Pai. E, tão certo quanto foi levado para o trono de glória, fomos levados com Ele ao mesmo glorioso lugar. Porque estamos nEle, estamos também onde Ele está. Esse é o privilégio de todos os crentes. Quer dizer que estamos sentados com Ele no mesmo lugar celestial onde habita”.
É claro que o mundo tem todo o direito de questionar esse conceito. Como um cristão poderia estar vivendo no espaço celestial, assim como na terra? Mesmo crentes admitem que não compreendem o ensinamento de Paulo aqui. E confessam não experimentar essa verdade em suas vidas diárias.
Nem temos de olhar para o exemplo de uma igreja confusa e desesperada para vermos isso. Só temos de examinar o nosso próprio caminhar com Cristo. Multidões de cristãos estão derrubados e com medo; vão à igreja, cantam louvores a Deus, e testificam do poder vitorioso em suas vidas. Mas para muitos dentre estes mesmos cristãos, a vida é uma constante série de altos e baixos. Eles são aniquilados pelos cuidados e problemas do mundo; ao enfrentar provações são quebrados, e a fé some em um instante.
Eu lhe pergunto: isso reflete a vida celestial que Paulo descreve? Essa é a idéia que você tem em relação à vida do trono? Lemos que o próprio Cristo nos levou à uma posição celestial com Ele. Mas se é assim, então muitos cristãos estão vivendo muito abaixo das promessas concedidas por Deus. Pense nisso: se estamos efetivamente vivendo em Cristo, assentados com Ele na sala do trono celeste, então como algum crente pode ainda estar escravizado à carne? Recebemos uma posição nEle com um objetivo. Mas muitos no corpo de Cristo não a reivindicaram ou não se apropriaram dela.
Leia cuidadosamente as palavras de Paulo: “O qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado, e potestade, e poder, e domínio, e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro. E pôs todas as cousas debaixo dos pés e, para ser o cabeça sobre todas as cousas, o deu à Igreja” (Efésios 1:20-22).
A maioria dos cristãos não tem nenhuma dificuldade em crer que Cristo está lá. A gente prega: “Jesus está agora no trono. Está acima de toda potestade e poder, muito acima do alcance de Satanás”. Contudo achamos difícil aceitar a verdade que se segue: “E, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus” (2:6). Podemos crer que Cristo já está nesta posição celestial, assentado com o Pai. Mas não conseguimos aceitar que nós também estamos assentados lá, na mesmíssima sala do trono. No entanto, o próprio Jesus já nos disse: “Vou preparar-vos lugar” (João 14:2), não apenas na glória, mas agora mesmo.
Para muitos, isso soa como fantasia, uma ilusão teológica: “Você quer dizer que não tenho de viver uma vida quente e fria, um dia no alto, outro lá embaixo? Quer dizer que quando for abalado pela tribulação, não preciso hesitar? Que eu posso manter intacta a minha intimidade com Cristo?”.
Sim, exatamente. Paulo declara, “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo” (Efésios 1:3). Note onde Paulo diz é concedida toda bênção espiritual: na sala do trono. Todas as riquezas de Cristo estão à nossa disposição lá: firmeza, poder, descanso, paz crescente.
Então, por que há tantos cristãos bem intencionados perdendo essas coisas? Seria porque não estamos ocupando a nossa posição no lugar celestial com Cristo? Será porque ouvimos tanta falação atualmente quanto à necessidade de avivamento? Seria porque multidões de crentes simplesmente não estão vivendo a vida ressurrecta?
Paulo deixa claríssimo: para ter as bênçãos de Cristo fluindo através de nós, temos de estar assentados com o Senhor na sala do trono nos céus.





Algo de Terrível Acontece Atualmente na Casa de Deus, 
Um Problema que Vejo Como "Queda de Força"     




Satanás está devastando a casa de Deus, e não está sendo desafiado. Pelo contrário, ele prossegue livre enganando muitos no corpo de Cristo, causando desespero e confusão, e trazendo ruína aos que serviram Deus por toda uma vida.
Um sociólogo agnóstico escreveu um livro sobre a situação da igreja. Ele conclui o seguinte em relação aos cristãos: “Longe de viverem no ‘outro mundo’ (céu), os fiéis são notavelmente iguais ao mundo secular... Na prática, não são do jeito que deveriam ser em sua teologia... A cultura os atropelou... A conversa sobre inferno, condenação e mesmo pecado foi substituída pela linguagem não condenatória da compreensão e da empatia”. C. S. Lewis disse algo parecido há décadas atrás: “O maior inimigo da igreja é o ‘mundanismo satisfeito’”.
Parece que a igreja desabou, cedendo aos problemas que estão em torno de nós. Em termos simples, deixamos de nos concentrar na vitória de Cristo ou em vivermos vida vitoriosa. Vejo sintoma disso na proliferação de conselheiros. Por que? Porque poucos cristãos crêem ser possível viver a vida celestial nesses tempos difíceis. Pelo contrário, correm atrás de aconselhamento, chorando, “Tive um dia terrível. Por favor, me dê algo que me ajude chegar até amanhã”.
Nos deparamos com o mesmo foco em muitas das pregações modernas. A maioria dos sermões de hoje se concentra em atender às necessidades das pessoas, ao invés da vida vitoriosa que temos em Cristo. Os pastores oferecem três passos para sobrevivência para mais um dia, um plano do tipo “Como aprender a” - para simplesmente se ir levando. Essas mensagens negligenciam completamente a sala do trono, e o posicionamento celestial que nos foi dado em Cristo.
A verdade é: esse mundo sempre foi complicado. Sempre esteve sob a ameaça de tragédias, à beira do colapso. Tal tem sido a mentalidade de piedosos pastores durante séculos. A minha biblioteca em casa contém poderosas mensagens pregadas por ministros Puritanos do século 17. Eles advertem quanto à bebedeira, à delinqüência juvenil, à fornicação, à bestialidade, à agitação política, aos transtornos familiares desenfreados. Resumindo, eles falaram há centenas de anos atrás sobre todas as coisas que vemos acontecendo hoje. E alguns deles achavam que Deus não teria como suportar tanta corrupção por outros cinqüenta anos.
Em 1860, um pastor cheio do poder em Nova Jersey prevenia quanto à “amplidão das trevas” que estavam envolvendo o país. Ele pregava sermões flamejantes gritando contra a apatia e o mundanismo da igreja. Esse homem também escreveu um livro chamado “The Millenial Experience” onde descrevia doutrinas e cultos falsos que brotavam por todo lado. Ele, também, pregou sobre as mesmas coisas que vemos tendo lugar hoje.
O povo de Deus sempre enfrentou um inimigo que ataca de todos os lados. As coisas hoje podem estar bem piores do que no tempo dos Puritanos, mas enfrentamos o mesmo diabo. E aqueles mesmos pastores ensinavam que toda bênção profetizada para o futuro estava disponível então ao povo de Deus. Não importa se vemos a corrupção aumentando em torno de nós. Segundo Paulo, a graça de Deus nos vem muito maior do que essa.
Então, por que não crer em Deus visando hoje essas mesmas bênçãos espirituais? Por que deixamos de crer que Ele nos responde antes de pedirmos? Se estamos em Cristo - se Ele ao mesmo tempo está dentro de nós, e à destra do Pai - por que as nossas vidas não refletem isso?






Há uma Necessidade no Corpo de Cristo 
Daquilo que Denomino "Grande Despertamento"            



O que quero dizer com grande despertamento? Estou falando a respeito do que Paulo descreve como revelação e iluminação: “Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele, iluminados os olhos do vosso coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos e qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder” (Efésios 1:17-19).
Paulo está dizendo aos efésios: “Oro para que Deus lhes dê uma renovada revelação, que abra os seus olhos para o chamado que lhes tem enviado. Peço que dê a vocês nova compreensão quanto à vossa herança, às riquezas de Cristo que lhes pertencem. Há um poder arrebatador que Deus deseja liberar em vocês. É o mesmo poder que estava em Jesus. Sim, o mesmo poder que está no Cristo celestial entronizado, está em vós agora mesmo”.
Segundo Paulo, o tremendo poder de Deus “o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o sentar à Sua direita nos lugares celestiais”, corresponde à mesma “suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder” (1:20,19). Por essa razão, Paulo exorta: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé” (2 Coríntios 13:5).
Como devemos nos examinar? Fazemos isso medindo-nos em relação às impressionantes promessas de Deus. Devemos nos perguntar: “Eu recorro e valho-me dos recursos de Cristo para resistir ao diabo? Eu acesso o Seu poder para vencer o pecado? Eu vivo continuamente na alegria, na paz e no descanso que Jesus prometeu a todo crente sem exceção?”.
Amado, a vida do trono não é fantasia. Não se trata de um ilusionismo teológico qualquer. É uma provisão tornada possível a nós através da cruz de Cristo. Logo, se algum crente não possuir essa vida do trono, ele só pode concluir uma coisa: “Eu ainda não me apropriei da posição celestial que me foi dada com Cristo. Se não posso ver Seu gigantesco poder em ação em mim, então não assumi o meu lugar nEle”.
O seu “grande despertamento” pessoal chega no dia em que você olha para a sua vida e clama:
“É preciso haver mais do que isso na vida em Cristo. Todos os planos que eu tinha foram desmanchados, os meus sonhos destruídos. Vivo como um escravo dos meus medos e dos desejos da carne. Mas não agüento mais isso”.
“Sei que o Senhor me chamou para mais do que essa vida de derrota. E não serei hipócrita. Oh, Deus, há de verdade um jeito de Tu me concederes a força para eu viver em vitória? Tu estás verdadeiramente querendo me tornar mais do que vencedor em minhas provações? É mesmo verdade que Tu tens como me conceder perfeita paz em meio às batalhas?”
“Seria realmente possível eu ter contínua intimidade contigo? Seria verdade eu não ter mais de escorregar para a apatia, ou ter de lutar para Lhe agradar? Será que há mesmo um lugar de descanso em Ti onde nunca mais precisarei de avivamento - pelo fato da minha fé estar constante e leal?”
Você está preste a despertar quando admite: “Amo Jesus, mas não estou experimentando a vida do trono da qual Paulo fala”. Esse é o momento em que você está sendo direcionado à revelação e à iluminação. O próprio Deus o escolheu - não para viver uma vida sem alegria e em desespero sob a pressão do inimigo, mas para ter uma posição celestial. E chegou a hora de você olhar para o alto e reivindicar esse lugar em Cristo.






Há Senão Uma Trilha Para o Trono

Não se chega a esse lugar celestial pelo choro. Não dá para entrar lá por meio do estudo ou de obras. Não, o único caminho em direção à vida do trono é por meio de um sacrifício vivo: “Apresentei os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rom. 12:1).
Paulo está falando aqui por experiência própria. Eis aqui um homem que foi rejeitado, tentado, perseguido, surrado, aprisionado, vítima de naufrágio, apedrejado. Paulo também tinha sobre si todos os cuidados da igreja. Mesmo assim, testifica: “Em todas
as situações vivo em contentamento”.

Agora ele está nos dizendo: “Então, você quer saber como eu cheguei ao conhecimento desse caminhar celestial? Quer saber como cheguei ao contentamento seja qual for a situação na qual eu esteja, ou como consegui encontrar descanso verdadeiro em Cristo? Eis a trilha, eis o segredo para se apropriar de sua posição celestial: apresente o seu corpo como sacrifício vivo ao Senhor. Cheguei ao contentamento unicamente pelo sacrifício de minha própria vontade”.
A raiz grega para “vivo” aqui sugere “por toda a vida”. Paulo está falando de um comprometimento de união, um sacrifício feito de uma vez por todas. Contudo, não se engane: esse não é um sacrifício que tenha a ver com a propiciação pelo pecado
– o sacrifício de Cristo na cruz é a única propiciação válida: “Agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado” (Hebreus 9:26).

Não, Paulo está falando de um tipo diferente de sacrifício. Mas ainda assim, não se engane: Deus não tem prazer no sacrifício fabricado pelo homem no Velho Testamento. Hebreus nos diz: “Não te deleitaste com holocaustos e ofertas pelo pecado”
(10:6). Por que tais sacrifícios não eram agradáveis ao Senhor? Colocando em termos simples: porque não exigiam coração.

Mas o sacrifício que Paulo descreve é do tipo no qual Deus tem grande prazer, precisamente porque envolve o coração. Que sacrifício é esse? É o sacrifício da morte da nossa vontade, de pôr de lado a nossa auto-suficiência, e do abandono de nossas
ambições.

Quando Paulo exorta: “Apresentei os vossos corpos”, está dizendo basicamente, “Chegue-se ao Senhor”. Mas, o que isso significa exatamente? Significa nos aproximar de Deus com o propósito de ofertar-nos inteiros a Ele. Significa ir a Ele não em nossa própria suficiência, mas como filho ressurrecto, como santificado na retidão de Jesus, como aceito pelo Pai através de nossa posição em Cristo.
O próprio Jesus ofereceu Sua vida como sacrifício vivo. Não estou falando do sacrifício que Ele fez por nossos pecados na cruz. Não, houve dois aspectos em relação ao sacrifício de Cristo. Primeiro, houve a Sua propiciação pelo pecado. E então houve o
abandono de Sua vontade ao Pai. Para resumir, Jesus se deu não só como sacrifício por nossos pecados, mas como sacrifício vivo para ser usado como instrumento pelo Pai. Veja o Seu testemunho:

“Eis aqui estou...para fazer, ó Deus, a tua vontade” (Hebreus 10:7). “Não vim porque eu, de mim mesmo, o quisesse, mas aquele que me enviou é verdadeiro” (João 7:28). “Nada faço por mim mesmo; mas falo como o Pai e ensinou. E aquele que me enviou está comigo, não me deixou só, porque eu faço sempre o que lhe agrada” (8:28,29). “Eu falo das cousas que vi junto de meu Pai” (8:38).
Todo crente é chamado a participar desse aspecto do sacrifício de Cristo. Devemos nos apresentar a Deus, submeter nossa vontade a Ele, e ingressarmos numa vida inteiramente dependente dEle. Devemos ir a Ele dizendo: “Senhor, renuncio à minha vontade em favor de Ti. Troco a minha vontade pela Tua. Estou me comprometendo a nunca mais dizer ou fazer qualquer coisa a menos que me dirijas a isso”.
É claro que Jesus é o nosso exemplo nisso. Ele não agiu segundo a Sua vontade, mas falou e agiu apenas segundo o direcionamento do Pai. E fez tudo isso com um propósito: conduzir “muitos filhos à glória” (Hebreus 2:10). Em resumo, Cristo
nos mostrou a trilha para o trono. Estava dizendo: "Siga-me, pondo de lado a tua vontade, teus planos, os teus sonhos. Comprometa-se com uma vida totalmente dependente do Pai. Então a tua vida trará glória para Ele".








Quero Oferecer uma Definição de Glória:
É a Plenitude de Deus em Cristo


Eis aqui a glória à qual todo cristão é escolhido a cumprir. Veja, muitos são chamados como filhos do Pai, com todos os privilégios de filiação - mas nem todos caminham nessa glória, mesmo tendo nós sido destinados a apropriarmo-nos dela. Bem, uma incrível glória será manifesta quando Cristo voltar para levar Seus servos. Mas há também uma glória direcionada para ser manifesta na igreja de Deus aqui na terra. Estou falando da glória de estar em Cristo onde Ele está agora: "Eis aqui estou eu e
os filhos que Deus me deu" (Hebreus 2:13).

Essa glória espera o servo que vai ao altar para apresentar seu corpo como sacrifício vivo. Ele abandonou todos os seus planos e ambição, porque experimentou as terríveis conseqüências de caminhar segundo sua própria vontade. Ele está esgotado de
tanto lutar para acertar seus problemas. E não agüenta mais ver planos fracassarem, sonhos ficarem travados. Então ele vai ao altar para resolver a questão de uma vez por todas: submeter-se inteiramente à vontade de Deus.

Tal é o sacrifício que todo crente deve fazer se quiser conhecer a mente de Deus. O Senhor nunca compartilha Seus planos com os que se agarram aos próprios esquemas. Por que Ele irá direcionar alguém que esteja determinado a fazer o que já
resolveu? Eu conheço um pouco os dois lados dessa trilha. Em várias ocasiões, segui minha própria vontade. Mas eu também conheço a liberdade que vem por se poder declarar, de uma vez por todas: “Nada tenho a fazer senão cumprir a vontade de Cristo. Não tenho necessidade de levantar um grande trabalho. E não preciso estar envolvido em coisas boas, a menos que Ele me leve a isso. Não tenho de provar nada a ninguém. Eu só quero é confiar em Jesus e depender inteiramente dEle”.

Posso dizer por experiência própria: esse ponto de quebrantamento e confiança é que lhe leva a encontrar o despertamento e o iluminar do qual Paulo fala: “Todas as cousas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados
segundo o seu propósito” (Rom. 8:28). Você desiste de enfrentar as durezas da vida com sua própria força. Você já teve o suficiente de hesitação na fé, de medo que não sai, de nunca ter certeza quanto ao quê fazer. Então você leva tudo ao altar
– o seu ego, seu orgulho, seus planos – e vai a Jesus com espírito quebrantado e coração contrito. Você chegou ao ponto em que confia unicamente nEle para que tudo coopere para o bem.

No momento que você renuncia à sua vontade para a dEle, o sacrifício foi feito. Acontece quando você simplesmente desiste de lutar para tentar agradar a Deus por si. Você não consegue ter méritos para Lhe agradar através de uma vida correta
ou praticando boas obras. Não, você está compromissado simplesmente a confiar nEle. E quando apresenta seu sacrifício vivo a Jesus, eis a resposta dEle: “Sim, venha e arrazoemos. Se você sacrificou sua vontade, não é razoável você vir e assumir
o seu lugar comigo pela fé?”.

Na verdade, esse ato de fé é o “culto racional” ao qual Paulo se refere: “Apresentei os vossos corpos por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Rom. 12:1). Trata-se de confiar nEle com a nossa vontade, crendo que
Ele concederá todas as bênçãos que necessitamos.

Pense nisso: deixa de ser racional abrir mão de sua vontade - mas não crer que pode ingressar na plenitude de Cristo. Ele lhe chamou para tomar a vontade dEle, pela fé: “Se tu queres a Minha vontade – se queres viver uma vida na qual poderá
sacar da Minha paz, do Meu descanso, da Minha sabedoria o tempo todo – então venha à sala do trono pela fé. Aqui, tu estás em Mim. Quando orar, será como se Eu estivesse orando através de ti. Tu estarás onde Eu estou”.







Você Está Pronto Para Desistir de Tua Vida de Lutas
--- de Medo do Futuro, de Altos e Baixos,
de Nunca Achar que Está Agradando ao Senhor?


Se você está cansado de lutar, está na hora de se perguntar: estou pronto para me oferecer no altar, como sacrifício vivo? Está pronto para dizer: “Não seja feita a minha vontade, Jesus, mas a Tua. Cansei de tentar dirigir minha própria vida.
Eu a destrocei completamente. Agora estou pronto para confiar em Ti totalmente.Tu apenas possuis o poder, a autoridade, as orientações que preciso. Então, vou a Ti pela fé. E confio que falarás a mim fielmente, dizendo, ‘Eis o caminho, andai
por ele’”.

Se isso lhe descreve, então você está pronto para pegar seu lugar celestial com Cristo. Mas fique avisado: Satanás fará tudo que puder para tentar abalar sua postura de retidão. Os seus problemas e sofrimentos não vão acabar simplesmente porque
está assentado com Cristo. Em verdade, podem aumentar. Mas agora possuirá os recursos interiores para enfrentar suas dores, porque o poder de Deus está operando em você. E você pode informar ao diabo:

“Oh vil serpente, fique sabendo: eu não estou mais no endereço velho. Não moro mais na rua do Desespero. Eu assumi uma nova posição, na sala do trono de Deus. E estou residindo em um novo lugar, nas regiões celestiais com Cristo. Então, se
você quiser me atingir, terá de fazê-lo aos cuidados do Deus Todo-Poderoso. Ah, eu também atendo por um nome novo. Agora você pode me chamar de ‘príncipe vencedor com Deus’”.

Prezado santo, a sala do trono agora lhe está aberta. Aceite o que Cristo fez, e ousadamente assuma a sua posição com Ele, pela fé. Ele aceita a renúncia de sua vontade. Agora, peça que Ele abra os olhos do seu entendimento. E confesse, “Creio
naquilo que o Senhor diz a respeito de mim: que sou um príncipe de conquistas. Também creio que estou onde Ele diz que estou: na sala do trono dos céus. Estou assentado com Ele num lugar de autoridade sobre toda obra de Satanás. Aleluia, Ele me mostrou o caminho para o Seu trono. E agora a minha habitação diária é
 nEle”.
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Você Realmente Acredita em Milagres?

Por David Wilkerson 

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Em Mateus 14, encontramos Jesus entrando num barco para se dirigir "a um lugar deserto" onde poderia ficar a sós. Ele tinha acabado de ser informado de que João Batista fora decapitado e enterrado. E agora estava tão emocionado por essa notícia que achou necessário ficar sozinho e orar.Porém, quando as multidões ouviram que Jesus estava partindo, "vieram das cidades seguindo-o por terra" (Mateus 14:13). Imagine Cristo elevando o olhar e vendo milhares de pessoas vindo em direcção a Ele de todas as direcções, com todos os tipos de estado físico. Os enfermos estavam sendo levados em macas ou sobre rodas em direcção a Ele; cegos sendo guiados em meio à multidão, e os coxos mancavam sobre bengalas e muletas improvisadas. Todos estavam desesperados para chegar perto, em busca do toque curativo da única pessoa que poderia fazê-lo.
Qual foi a reação de Cristo a essa incrível cena? "Desembarcando, viu Jesus uma grande multidão, compadeceu-se dela e curou os seus enfermos" (14:14). Se você estivesse lá naquele dia observando das encostas, ficaria assombrado com os acontecimentos que se desdobravam à frente. Mãos retorcidas eram corrigidas, pernas tortas se alinhavam, ouvidos surdos eram abertos, línguas mudas subitamente gritavam louvores a Deus.
Ver e ouvir tudo isso seria algo impressionante. Ainda assim, ao fim desse dia incrível, depois de realizar todos esses milagres de cura, Jesus decidiu alimentar as multidões. Lemos que se tratava de uma multidão de cinco mil pessoas, sem incluir as mulheres e as crianças presentes. E para alimentar todos, Jesus pegou cinco pães e dois peixes secos, orou sobre eles, e começou a parti-los em pedaços para serem servidos às pessoas.
Cestos e mais cestos foram cheios com alimento que rapidamente se multiplicava. E de algum modo, à medida que os discípulos o distribuíam à multidão, a comida simplesmente continuava aumentando. Ao fim dessa refeição em massa, todos no grupo haviam comido até ficarem cheios, e os discípulos acabaram trazendo doze cestos de pedaços que foram deixados.




Coloque-se na Cena, 
Como Parte da Multidão Daquele Dia 


Tente imaginar: você acaba de testemunhar cura após cura, milagre após milagre, maravilhas incríveis uma após a outra. Você não acha que depois de um dia desses, você estaria de joelhos louvando a Deus? Não estaria dizendo para si próprio: "Nunca mais duvidarei do poder curativo e milagroso de Cristo"?
E então, após testemunhar todas essas maravilhas, você teria assistido a milagrosa alimentação de mais de cinco mil pessoas. Você estaria inteiramente abismado, maravilhado, pensando, "O que o Senhor fez hoje é inacreditável. Isso fortaleceu a minha fé. Daqui pra frente, vou praticar uma fé inabalável".
Mais tarde, depois dos acontecimentos impressionantes desse dia, você vê Jesus "compelindo" os discípulos a entrarem rapidamente no barco, dizendo, "vamos com o barco até o outro lado" (v. Mateus 14:22). Em grego a palavra para "compelindo" aqui quer dizer "incitando, seja pedindo, forçando ou persuadindo". Jesus insistiu com os discípulos usando dos termos mais fortes, "Irmãos, entrem já no barco. Agora". Ele dispensaria a multidão e encontraria os discípulos mais tarde.
Ora, o tempo todo Jesus estava lendo o pensamento dos discípulos. Sabia que eles não estavam entendendo o que acontecia aquele dia. A mensagem dos milagres ainda não se gravara em seus corações e mentes, e as dúvidas ainda os importunava. Ao zarparem da praia, me pergunto se Jesus não meneou a cabeça espantado, ferido pela fragilidade da fé destes que a tudo haviam assistido.




O Que Jesus Teria de Fazer 
Para Levar Seus Discípulos a uma Fé Inabalável? 


Jesus realmente teria de caminhar sobre as aguas para acordar os discípulos? Claro, foi exatamente o que Cristo fez. Irrompeu a tempestade, o barco em agitação, e "foi Jesus ter com eles, andando por sobre o mar" (14:25).
Quando Seus discípulos O viram, não acreditaram nos próprios olhos. Em verdade, acharam que era um fantasma. "Pensaram tratar-se de um fantasma e gritaram. Pois todos ficaram aterrados à vista dele" (Marcos 6:49-50). Mas Jesus diz para não se amedrontarem. "E subiu para o barco para estar com eles, e o vento cessou. Ficaram entre si atónitos" (6:51).
Só nesse ponto vemos alguma semelhança de fé crescendo nos discípulos: "E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: Verdadeiramente és Filho de Deus" (Mateus 14:33). Ao ler isso, suspiramos de alívio achando: "Finalmente eles entenderam. Crêem no poder que Cristo tinha em operar milagres. Os milagres finalmente começaram a se gravar, e um alicerce de fé esta sendo edificado neles. Agora estão preparados para enfrentarem qualquer provação com fé inabalável".
Mas não era o caso. Marcos sugere que esse não foi um momento definido de fé para todos eles: "Ficaram entre si atónitos, porque não haviam compreendido o milagre dos pães; antes, o seu coração estava endurecido" (Marcos 6:52). Em grego a palavra "endurecido" aqui significa pele grossa e calejada. Segundo Marcos, os discípulos perderam totalmente o significado da mensagem dos pães e peixes. Essa é uma afirmação muito significativa, pois tem tudo a ver com a confiança em Deus.
Lembre-se, esses eram homens que amavam profundamente o Senhor e prontamente criam que Ele poderia operar milagres para os outros. Não tinham o menor problema em aceitar as maravilhas que Jesus promovia para a multidão. Mas não podiam crer que Cristo faria o mesmo por eles. Quando chegou a hora de crerem nEle para operação de milagres em sua própria crise, algo importante estava faltando.




É Possível Dizer: "Creio que Deus Pode Fazer o Impossível", 
E Ainda Assim Ser Tão Endurecido (Calejado), 
Que o Senhor Não Consegue Transpor

Podemos nos tornar tão calejados com dúvidas, que a verdade deixa de ser gravada por nós. Por exemplo, com o passar dos anos podemos nos tornar endurecidos pelas provações, sofrimentos, medos, dúvidas, e desapontamentos em grandes quantidades.
Em Mateus 15, lemos de um outro ajuntamento de pessoas, quando mais foram milagrosamente curados e alimentados. Dessa vez, a multidão chegava a quatro mil pessoas, mais mulheres e crianças. Uma vez mais, Jesus operou milagres de cura e então maravilhosamente alimentou as massas a partir de só sete pães e uns poucos peixes. Então, todos comeram, ficaram cheios, e os discípulos trouxeram de volta sete cestos cheios de comida que sobrou.
No fim do dia, Jesus outra vez entrou num bote com os discípulos, dessa vez para rumar a Magadc. Durante o trajeto, os discípulos discutiram entre si, perguntando: "Quem esqueceu de trazer o pão?". Evidente que eles tinham um só pão para si (v. Marcos 8:14). Imagine só: Pedro, Tiago, João e os outros estavam preocupados quanto ao pão, tendo acabado de chegar da maior distribuição de pães da história!
Quando Jesus os ouviu, não acreditou. Ele os reprovou dizendo "Não compreendeis ainda, nem vos lembrais dos cinco pães para cinco mil homens e de quantos cestos tomastes? Nem dos sete pães para os quatro mil e de quantos cestos tomastes? Como não compreendeis?" (Mateus 16:9-11).
E então perguntou: "Não vos lembrais de quando parti os cinco pães para os cinco mil, quantos cestos cheios de pedaços recolhestes? Responderam eles: Doze! E de quando parti os sete pães para os quatro mil, quantos cestos cheios de pedaços recolhestes? Responderam: Sete! Ao que lhes disse Jesus: Não compreendeis ainda?" (Marcos 8;18-21).
Jesus estava dizendo, em outras palavras, "Como pode acontecer isso? Estou tentando edificar um alicerce de fé em vocês. Como esses milagres não se gravaram em suas mentes?".
Eu lhe pergunto: por que Jesus aqui relacionou a fé débil e hesitante dos discípulos aos milagres dos pães e dos peixes? Por que atribuiu as dúvidas e o endurecimento de seus corações à não compreensão do significado de tais maravilhosas multiplicações? Por que Ele simplesmente não os recordou do milagre da transformação de agua em vinho? Ou do leproso que ficou curado instantaneamente? E o homem paralítico e preso à cama que foi baixado até Ele através do teto, curado por Cristo, e imediatamente pegou sua esteira de palha e saiu andando? E os espíritos imundos que viram Jesus e se dobraram diante dEle, gritando, "Tu és o Filho de Deus"?
Todos estes acontecimentos incríveis ocorreram antes de Cristo ter alimentado as multidões. Mas Jesus duas vezes traz os discípulos à lembrança desses dois milagres. Por que?




Voltemos ao Ato de Alimentar os Quatro Mil 
Para Ver se Podemos Compreender o Significado Espiritual

"E, chamando Jesus os seus discípulos, disse: Tenho compaixão desta gente, porque há três dias que permanece comigo e não tem o que comer; e não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça pelo caminho" (Mateus 15:32).
Creio que Cristo estava fazendo uma declaração aos Seus discípulos aqui. Estava dizendo, basicamente: "Farei mais pelo povo do que cura-los. Me certificarei de que tenham pão suficiente para comerem. Preocupo-me com tudo que afete as suas vidas. Vocês têm de ver que Eu sou muito mais do que apenas poder. Também sou compaixão. Se me virem só como alguém que cura, um poderoso operador de milagres, terão temor de Mim. Mas se também me virem todo compaixão, irão Me amar e confiar em Mim".
"Acabei de lhes mostrar diante de diferentes multidões de 5.000 e de 4.000 pessoas que me preocupo pelo Meu povo. Vocês homens são os pilares da minha igreja, mas seus corações estão ainda endurecidos nessa área. Vocês têm de crer que tenho compaixão pelo Meu povo todo o tempo, em todas as crises que enfrentam."
Por que o coração dos discípulos estava tão calejado a essa verdade? Não duvidavam que Jesus podia curar multidões com um toque ou uma palavra. Não tinham dúvidas quanto à Sua compaixão pelas massas humanas fragilizadas. O fato é que se maravilhavam e O glorificavam quando operava milagres para o povo. Mas mais tarde, quando sós no barco, afastados das grandes congregações, ficavam preocupados quanto às próprias necessidades. Não tinham confiança em que Jesus proveria milagres para eles ou suas famílias.
Estou escrevendo essa mensagem a todos que estão à beira da exaustão, prestes a caírem, oprimidos pela situação atual. Você tem sido servo fiel, alimentando os outros, confiante que Deus pode fazer o impossível por Seu povo. Mesmo assim algumas dúvidas persistem em você quanto à disposição dEle em intervir na sua luta.
O Espírito Santo esta nos chamando, por meio dessas passagens das escrituras, para nos lembrarmos dos pães, dos peixes, da abundância. Somos chamados a nos apoiar sobre a compaixão de Jesus por nossas próprias necessidades físicas, sabendo que Ele não quer que nenhum de nós soçobre. Quero saber: quantos leitores desta mensagem têm dito palavras de fé e esperança aos que enfrentam situações duras, aparentemente insolúveis? Você insiste com eles, "Fique firme! O Senhor é capaz. Ele é um Deus operador de milagres, e Suas promessas são reais. Então, não perca a esperança. Tenha coragem, pois Ele vai responder teu clamor"?.
"Você realmente acredita em milagres?" Eis a pergunta que o Espírito Santo me fez. Minha resposta foi, "Sim, claro, Senhor. Creio em todos os milagres dos quais li nas escrituras". Mas essa resposta não é boa o suficiente. A pergunta do Senhor a cada um de nós é realmente: "Você acredita que posso operar um milagre para você"? E não só um milagre, mas um milagre para todas as crises, para cada situação que enfrentamos. Necessitamos mais do que os milagres do Velho Testamento, dos milagres do Novo Testamento, dos passados milagres da história, mas de milagres atuais e pessoais destinados só para nós e nossa situação.
Pense no problema que você esta enfrentando agora mesmo, naquilo que você mais necessita, em sua maior dificuldade. Há tanto tempo você ora por isso. Você realmente acredita que o Senhor pode e resolverá isso, por meios que você não pode imaginar? Esse tipo de fé ordena que o coração pare de ter medo, ou de fazer perguntas. Lhe diz para repousar nos cuidados do Pai, confiando nEle para fazer tudo à Sua maneira e a Seu tempo.




Há Dois Tipos de Milagres: 
o Instantâneo e o Progressivo

Já mencionei algumas das maravilhas que Jesus realizou no Novo Testamento. Igualmente, o Velho Testamento está cheio do poder que opera milagres e vem de Deus, desde a abertura do mar Vermelho - ou Deus falando a Moisés da sarça ardente. Pela fé, Elias faz cair fogo do céu. E mais tarde, quando Deus lhe falou na caverna, houve vento, trovões, imagens e sons incríveis.
Todos estes foram milagres instantâneos. As pessoas envolvidas puderam vê-los acontecendo, senti-los e vibrar com eles. E são o tipo de milagre que todos queremos ver hoje, provocando espanto e maravilha. Queremos que Deus rasgue os céus, desça até ao nosso problema e resolva as coisas numa explosão súbita de poder celestial.
Mas muito do poder divino que produz maravilhas na vida do Seu povo chega por meio daquilo que chamamos "milagres progressivos". São milagres dificilmente discernireis pelos olhos. Não são acompanhados de trovões, relâmpagos ou qualquer movimento ou mudança visíveis. Antes, milagres progressivos começam em silêncio, sem fanfarra, e evoluem lentamente mas com segurança, um passo de cada vez.
Ambos os tipos de milagres - instantâneo e progressivo - foram testemunhados em ambas as vezes em que Cristo alimentou as multidões. As curas que realizou foram imediatas, visíveis, facilmente discernireis pelos que estavam presentes naqueles dias. Penso no aleijado com o corpo retorcido, que subitamente teve uma transformação exterior física tal, que saltou e correu. Eis um milagre que tinha de assombrar e tocar todos que o viram.
No entanto as multiplicações dos pães que Cristo fez foram milagres progressivos. Jesus ofereceu aos céus uma simples oração de bênção, sem fogo, trovão ou terramoto. Ele simplesmente partiu os pães e os peixes, sem nenhum sinal ou som de que um milagre estava tendo lugar. Contudo, para alimentar aquela quantidade de gente, teria de se partir pão e peixes milhares de vezes, por todo o dia. E cada pedaço de pão ou peixe seria parte do milagre.
É exatamente assim que Jesus realiza muitos dos milagres na vida do Seu povo atualmente. Oramos por maravilhas instantâneas e visíveis, mas muitas vezes o nosso Senhor esta silenciosamente em ação, formando um milagre para nós pedaço a pedaço, pouco a pouco. Podemos não ser capazes de ouvir ou tocar isso, mas Ele esta em ação, dando forma ao nosso livramento além do que possamos ver.
E é isso que Jesus queria que os discípulos vissem. Ele queria tanto que eles soubessem que durante todo o tempo Ele estava agindo a favor deles: enviando flechas contra o inimigo, silenciando espíritos enganadores, guardando e protegendo fielmente cada preciosidade que o Pai houvera Lhe dado.




Você Pode Estar em Meio a um Milagre Agora Mesmo 
E Simplesmente Não o Estar Vendo

Talvez nesse momento você possa estar esperando por seu milagre. Você está desencorajado pois as coisas parecem estar paradas. Não se vê nenhum sinal da ação sobrenatural de Deus em seu favor.
Veja o que Davi disse no Salmo 18: "Na minha angústia, invoquei o Senhor, gritei por socorro ao meu Deus. Ele do seu templo ouviu a minha voz, e o meu clamor lhe penetrou os ouvidos. Então, a terra se abalou e tremeu, vacilaram também os fundamentos dos montes e se estremeceram... Das suas narinas subiu fumaça, e fogo devorador, da sua boca... Baixou ele os céus, e desceu...Trovejou, então, o Senhor, nos céus; o Altíssimo levantou a voz...Despediu as suas setas...multiplicou os seus raios..." (Salmo 18:6-9, 13-14).
Davi compreendeu a verdade fundamental de tudo isso: "Trouxe-me para um lugar espaçoso; livrou-me, porque ele se agradou de mim" (18:19). Davi declara: "Eu sei porque o Senhor está fazendo tudo isso em meu favor. É porque se agrada de mim".
Verdadeiramente creio em milagres instantâneos. Deus ainda está operando maravilhas gloriosas e instantâneas hoje em dia. Porém nessas passagens dos evangelhos, Jesus pede que nos lembremos e anotemos Seus milagres progressivos, e seu papel em nossas próprias vidas atualmente.




Fui Grandemente Abençoado Por Algo Que Li no Relato de João 
Quanto à Multiplicação dos Cinco Mil

"Então, Jesus, erguendo os olhos e vendo que grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos pães para lhes dar a comer? Mas dizia isso para o experimentar; porque ele bem sabia o que estava para fazer" (João 6:5-6). Jesus levou Filipe para o lado, pôs o braço em torno dele e disse: "Irmão Filipe, dê uma olhada nas milhares de pessoas que estão aqui. Estão todas com fome. Me diga, onde vamos comprar pão suficiente para as alimentar? O que você acha que devemos fazer?".
Como essa atitude de Cristo é amorosa! O tempo todo Jesus sabia o que iria fazer; o verso acima diz isso - mas o Senhor estava tentando ensinar algo a Filipe, e a lição que transmitia a ele se aplica a cada um de nós hoje. Pense: quantos dentre o corpo de Cristo passam a noite em claro tentando resolver os problemas? A gente pensa assim: "Talvez tal coisa funcione... Não, não... Talvez essa outra resolva. Não..."
Vejo Filipe cogando a cabeça, respondendo, "Senhor, eu andei conversando com André, Pedro, Tiago e João, e somando tudo temos pouquíssimo dinheiro. É totalmente insuficiente para essa necessidade que surgiu. Estamos com um problema crítico em relação ao pão".
Contudo Filipe e os apóstolos não tinham só um problema de pão. Eles tinham um problema de padaria...e um problema de dinheiro...e um problema de distribuição...e um problema de transporte...e um problema de tempo. Somando tudo, tinham problemas que não dava nem para imaginarem. A situação era totalmente terrível.
Mas o tempo todo Jesus sabia exatamente o que iria fazer. Ele tinha um plano. E o mesmo é verdade em relação aos seus problemas e dificuldades hoje. Há um problema, mas Jesus conhece toda a sua situação. E vai até você, perguntando, "O que vamos fazer quanto a isso?".
A correta resposta de Filipe teria sido, "Jesus, Tu és Deus. Nada é impossível contigo. Assim, estou entregando tal problema para Ti. Ele não é mais meu, mas Teu".
É exatamente isso que precisamos dizer ao nosso Senhor hoje, em meio da nossa crise: "Senhor, Tu és o operador de milagres. E estou submetendo todas as minhas dúvidas e temores a Ti. Em confiança transfiro toda essa situação, toda a minha vida, para os Seus cuidados. Sei que não permitirás que eu desfaleça. Na verdade, Tu já sabes o que farás em relação ao meu problema. Confio no Teu poder".
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